Como as pessoas que cercam os obesos mórbidos podem ajudar no controle da obesidade?

Sinto-me abençoada. Tive, e tenho, um apoio por parte de amigos e familiares que muitos de nós não tem. Em todos os aspectos possíveis,  fui ajudada pelas pessoas mais próximas. Seja pela minha mãe cuidando de mim no pós-operatório, preparando os sucos e caldos com todo carinho do mundo e uma preocupação enorme em preservar a qualidade dos alimentos em sabor e nutrientes, ou pelo meu pai que por muito tempo foi contra a cirurgia, mas no dia em que tive medo e titubeei, soube falar as palavras que eu precisava ouvir para ter coragem e seguir adiante com meu sonho. Meu marido, meu grande companheiro, no sentido mais estrito da palavra, me incentivou o tempo todo, aderiu aos hábitos de alimentação saudável comigo e atividade física regular. E por último, não menos importante, meus amigos, que acreditaram que eu seria capaz, e que me cercaram de carinho e atenção quando eu mais precisei nos momentos de recuperação da cirurgia. 

 
Isso tudo é muito lindo, mas nem sempre foi assim. Quando decidi fazer essa cirurgia, meus familiares foram contra e meus amigos não abriram em sorrisos e aplausos quando anunciei a mudança drástica que pretendia fazer em minha vida. Temiam pela minha vida e saúde e talvez até duvidavam que eu fosse capaz. Como esse cenário se transformou?
 
Vejo muitas pessoas reclamando dessa ou daquela pessoa, acreditando que dependa apenas do outro para que a mudança ocorra. Um pai que prende demais a filha, um marido que passa mais o tempo livre no computador do que com a esposa ou uma mãe que é contra a cirurgia bariátrica. Como essas pessoas podem mudar suas realidades?
 
No início eu não pensei muito nisso. Fiquei triste em não ter o apoio deles, mas dei continuidade aos preparativos. Vamos falar sobre esses preparativos em outra oportunidade, que são muitos, mas quando levados a sério, contribuem profundamente para o envolvimento do paciente — que foi o que aconteceu comigo. Gradativamente, ao observarem o meu comprometimento, as pessoas foram me apoiando. Alguns precisaram de mais tempo, outros de menos, mas no fim, todos me apoiaram. 
 
O que VOCÊ pode fazer para ter o apoio que tanto deseja? O quão comprometido você está com essa mudança de vida? As pessoas ao seu redor enxergam alguém determinado a adquirir novos hábitos alimentares ou alguém que ainda não está pronto para a mudança?
 
Nem sempre estive comprometida, nem sempre fiz com que acreditassem em mim, mas a mudança começou pela minha cabeça. Comece você também a sua!
 
Papai, mamãe eu e meu marido.
Papai, mamãe, eu e meu marido comemorando o aniversário do meu pai em Petropólis – RJ, em abril de 2014.

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