Cirurgia Bariátrica e o Pré-operatório – Parte II – Fisioterapia e Atividade Física

Continuando a falar sobre os preparatórios para a cirurgia bariátrica, abordaremos hoje a necessidade de um laudo do fisioterapeuta e do angiologista e a importância da fisioterapia para o sucesso da cirurgia.

 
Naquela consulta que mencionei anteriormente, com a enfermeira da equipe, uma das complicações abordadas por ela trata-se da trombose e consequentemente, a embolia pulmonar. A grosso modo, a trombose é a formação de um coágulo no interior de uma veia. Normalmente, este coágulo é formado nas pernas. São várias as causas da trombose, dentre elas obesidade e cirurgia recente. Por este motivo, o cuidado é redobrado na cirurgia bariátrica.
 
E como a trombose pode colocar a minha vida em risco? Uma das complicações da trombose é a chamada embolia pulmonar. O coágulo desprende da veia e desloca-se para os pulmões. Uma pessoa que esteja sofrendo de embolia pulmonar necessita de atendimento emergencial e tem a sua vida em risco. Daí a importância de cuidar dos pulmões antes mesmo de se submeter à cirurgia.
 
Qualquer pessoa tem a sua vida em risco ao sofrer de embolia pulmonar, porém o paciente obeso tem a função pulmonar comprometida. Com o peso exercido sobre os pulmões devido ao excesso de gordura, aquele que sofre de obesidade acaba por ter uma respiração mais superficial, não aproveitando todo o potencial dos pulmões. No caso de ocorrer embolia pulmonar, quanto mais potentes estiverem os pulmões, maiores as chances de contornar o problema. Fazer fisioterapia pulmonar antes da cirurgia não evitará que você tenha trombose e consequentemente embolia pulmonar, mas vai preparar os seus pulmões para que, caso aconteça, as chances de sobrevivência sejam aumentadas. 
 
Costuma-se fazer 10 sessões de fisioterapia no pré-operatório. Nestas sessões, faz-se o uso do Respiron (que meu marido só consegue chamar de respirômetro, rsrsrs) e alguns exercícios físicos combinados com respiração. A fisioterapeuta vai medindo a evolução através do Respiron:
 

 
Em resumo, funciona assim:
 
Angiologista: avalia as condições do sistema venoso profundo, para que o cirurgião saiba determinar a quantidade de heparina que deverá ser administrada para evitar-se trombose.
Fisioterapeuta: prepara os pulmões para possíveis complicações no pós-operatório e faz um acompanhamento durante a internação.
 
O fisioterapeuta também incentivará a prática de atividade física, tudo isso objetivando seu sucesso no procedimento cirúrgico.
 
A fase da obtenção dos laudos não é fácil. Fazemos uma série de exames e passamos por diversos profissionais, mas ela deve ser encarada não apenas como uma liberação para fazer a cirurgia, mas como um preparo fundamental para evitar e/ou driblar possíveis complicações. 
 
Eu fiz todas as sessões de fisioterapia necessárias. Morria de preguiça e nem sempre fazia o que era pedido em casa. O que me moveu a seguir em frente foi a vontade de superar a obesidade que era maior que a preguiça de fazer os exercícios de fisioterapia. A necessidade de fazer fisioterapia pode até ser um exercício para que você consiga começar a se disciplinar. Disciplina é tudo!

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