Cirurgia Bariátrica e o Pré-operatório – Parte III – A visita ao cardiologista

oda cirurgia requerer um laudo de um cardiologista chamado “risco cirúrgico”. No pré-operatório para cirurgia bariátrica não poderia ser diferente. Essa fase de obtenção de laudos também serve para identificar as comorbidades, falamos delas no primeiro post da série sobre o pré-operatório.

 
Uma comorbidade bem comum aos obesos é a hipertensão. De tempos em tempos, quando obesa, eu sentia alterações da minha pressão arterial e acabava indo parar no pronto-socorro. A primeira vez que isto aconteceu eu pesava uns 90-95kg. Pesava bem menos do que os 151kg que cheguei a pesar, mas já comecei a ter esse tipo de problema.
 
Não me lembro bem como tudo aconteceu, apenas que o médico plantonista me encaminhou a um cardiologista. Foram pedidos diversos exames. Um deles é conhecido como MAPA ou Holter. É colocado um aparelho para monitorar a pressão durante 24h.Foi uma das primeiras frustrações de obesa. O manguito do aparelho não cabia no meu braço. Procurei algum lugar na minha cidade que fizesse o exame e tivesse um aparelho com o manguito maior, mas não consegui. A solução que encontrei foi prender o manguito com um alfinete, tipo de fralda. O improviso não deu muito certo, não era sempre que a minha pressão era aferida e o resultado foi inconclusivo. Baseada nos outros exames, a médica chegou a conclusão que eu não era hipertensa, mas que seria bom que eu emagrecesse. Emagreci, engordei… Aquela caminhada que todo obeso conhece.
 
Em uma outra ocasião, eu estava sozinha em casa e comecei a sentir dor de cabeça. Olhei no espelho e meu rosto e colo estavam muito vermelhos. Por coincidência, uma prima minha foi me visitar e notou que eu não estava bem. Meu marido estava trabalhando e, de qualquer maneira, nem ele ou minha prima dirigiam, ou seja, fui para o pronto-socorro com eles, porém dirigindo. A espera foi tanta que ao ser atendida já nem estava com a pressão alta mais. O médico que me atendeu atribuiu a alteração na pressão arterial à ansiedade e me receitou um ansiolítico. Aliás, a ansiedade me acompanha há muito tempo e vamos falar dela em outra oportunidade.
 

Depois destes episódios, nunca acreditei que tivesse hipertensão arterial. Sempre atribuí à ansiedade e considerei temporário, devido ao peso. O quão temporário era este peso, hein? Acho que eu sempre me enganei, na verdade.

 
Para o cardiologista, foram necessários os seguintes exames:
 
  • Eletrocardiograma
  • Ecocardiograma
 
Fiquei surpresa por não ter que passar novamente pela humilhação do MAPA ou pelo teste da esteira. Acho que a verdade era que eu nem precisava passar por esses testes, estava claro qual seria o resultado. Me foi receitado um remédio para o controle da pressão arterial e eu deveria voltar em um mês para conferir se estava controlada. Os outros exames não tiveram alteração. Após um mês, a pressão estava controlada e eu peguei o meu laudo!
 
Ainda tinha pela frente muitos outros profissionais. Continue acompanhando!

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